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Comércio Justo

Acreditamos no comércio justo, no constante aprimoramento e inovação dos produtos como principais diferenciais da marca.

Adotamos como princípio a economia solidária priorizando a matéria prima nacional, formamos uma rede produtiva local, onde o giro do
dinheiro fortaleça à economia Brasileira.

Apoiamos o desenvolvimento das demais iniciativas de fraldas de pano modernas no Brasil, sabemos que nossas pesquisas foram
inspiradoras para muitas marcas se tornando um legado brasileiro, mas não autorizamos a reprodução e comercialização de cópias de nossa
modelagem.

O desenvolvimento de nossa modelagem tamanho único é um resultado de dois anos de  investimentos, trabalho de pesquisa, produção, comercialização e trocas com famílias.

Para proteger a exclusividade de nossa modelagem a mesma teve Patente Requerida e Concedida.

 

Nacionais ou Importadas?

Todos já ouvimos falar sobre a lei da oferta e da demanda, na qual a demanda de produtos pelos consumidores diante de um mercado competitivo obriga que as empresas melhorem suas práticas e se diferenciem. Nesse contexto, a melhora da qualidade dos produtos é apenas uma questão de tempo e de mudança no comportamento de compra dos consumidores.

Dito isso, como podemos esperar que os produtos fabricados aqui se tornem melhores do que os importados quando o mercado é tão restritivo? No caso das fraldas de pano, qual o incentivo que os fabricantes tem para aperfeiçoar os produtos se a maior parte das mães prefere os importados?

Além da questão ambiental está a questão social. Embora o uso de fraldas de pano contribua com a preservação no nosso Planeta, a aquisição de itens importados envia o nosso dinheiro para outros países. Ou seja, financiamos empresas em outros países (com responsabilidade social duvidosa) e deixamos de suportar a atividade das empresas aqui, onde podemos fiscalizar. Como a maioria dos fabricantes de fraldas de pano são pequenas empresas, que dependem do dinheiro das vendas para reinvestir na produção, os pequenos negócios acabam se tornando inviáveis. E isso ocorre em vários outros ramos de atividade.

Assim, como ressalta Paulo Singer, “consumir um produto que possui as mesmas qualidade que os similares – sendo ou não um pouco mais caro – ou um produto que tenha uma qualidade um pouco inferior aos similares – embora seja também um pouco mais barato – com a finalidade indireta de promover o bem-viver da coletividade (manter empregos, reduzir jornadas de trabalho, preservar ecossistemas, garantir serviços públicos não-estatais etc.) é o que denominamos aqui como consumo solidário” [1].

Para esclarecer os benefícios do consumo solidário, seguem alguns critérios a serem adotados na hora de comprar:

  • Entre dois produtos importadosescolha aquele feito em países com melhor índice de desenvolvimento humano. Só compre de países com baixo IDH se tiver certeza de idoneidade da empresa.
  • Entre um produto nacional e um importadoprefira o nacional. Mesmo se a qualidade for inferior, ao ajudar a financiar a produção nacional estará fortalecendo o fabricante, incentivando para que busque melhores produtos, além de manter o dinheiro e o trabalho de várias pessoas dentro do nosso país.
  • Entre um produto feito longe da sua casa e outro feito próximoprefira o produto feito próximo. Isso diminui a quantidade de combustível gasto para trazer um determinado item ao mercado perto da sua casa, além de fortalecer a economia local, geralmente composta por empresas de menor porte.
  • Entre dois produtos feitos próximos da sua casaprefira aqueles com menor impacto ambiental e social. Ou seja, feito com ingredientes naturais, orgânicos, biodegradáveis, que apresentem menor quantidade de resíduos a serem processados após o uso, cuja empresa respeita os direitos dos funcionários e se preocupa com o impacto das suas atividades na comunidade.

Pode parecer difícil tomar todos esses cuidados à primeira vista. Afinal, são tantos detalhes a serem avaliados. Mas o trabalho vale a pena.

Quando optamos por financiar pessoas e empresas que estão fazendo a sua parte, também fortalecemos esse trabalho. Nossas decisões de consumo são como os votos numa eleição: o maior número decide quem ganha. Por isso, quanto mais optamos por produtos e empresas realmente preocupadas em fazer do mundo um lugar melhor, mais fortalecemos esse movimento e mais rápido veremos as mudanças necessárias.

[1] Introdução à Economia Solidária – Ed. Fundação Perseu Abramo

Publicado originalmente no Mais Com Menos.

 

 

 

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