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Baby Blues – A tristeza materna no pós parto

Depois do parto é natural que o nível de satisfação seja maior e em geral decresce com o passar do tempo.

O pós parto em si é desafiador porque amamentar não é automático, porque esse é um período que mexe com o sono, com a libido e a atividade sexual e talvez seja um período de cicatrização física. Neste período vivenciamos algum nível de “dor de crescimento” psíquica relacionada a mudança de identidade, a mudança do papel de filha para o papel de mãe e é também uma mudança social, porque você estará deixando um cargo profissional, mesmo que temporariamente. As vezes uma mulher desejava um parto natural e vivência um luto da cesarea.

No pós parto é natural trabalharmos os sentimentos de perda: perda da identidade, do controle das coisas, do próprio tempo, da liberdade, das formas do corpo, etc… podem acontecer frustrações, pois a realidade quase sempre e diferente do que foi idealizado na gestação

As vezes esse processo de rompimento de idealizações pode ser  muito duro, mas faz crescer dentro de nós mesmas  uma força desconhecida, através do  erros e acertos, que nos leva a seguir mais o coração do que opiniões que certamente eram para ajudar, mas que as vezes não são o melhor para a mulher  e para seu filho. Tudo isso traz amadurecimento, experiência e força e ajuda a mulher a se transformar em outro eu.

Hoje, a maternidade a gestação e o parto são muito idealizadas, e é preciso explorarmos mais sobre os aspectos emocionais e a transformação psicológica por qual uma mulher passa ao se tornar mãe. O puerpério é uma fase de transformação, é quando vamos aprender a ser mãe daquele bebê, e isso descobrimos na relação do dia a dia.

Por que é importante falar sobre o baby blues?

Falar sobre o baby blues é importante porque a tristeza materna atinge entre 35 e 50% das mães, e é fundamental que a mulher quando está grávida tenha consciência das complexidades do pós parto e consiga se estruturar da melhor forma possível, para que, em harmonia com seu bebê, possa vivê-lo de maneira tranquila e construtiva. É importante que a mulher seja liberada das tarefas de casa, inclusive dos outros filhos, para que possa descansar e cuidar do bebê.

O pós parto é uma fase totalmente dual, pois ao mesmo tempo que é uma descoberta deliciosa e um momento tão esperado, também é um momento em que diversos fatores podem levar uma mulher a sentir  baixa estima por várias razões desde as transformações físicas, a mudança de papel social na vida social e profissional. As vezes a falta de apoio leva a mãe a ficar sozinha com o bebê e falta de tempo para cuidar de si mesma, além da quantidade de palpites externos das visitas e da família, seja sobre a forma de cuidar do bebê ou sobre qualquer escolha pessoal, então às vezes a mulher pode ao mesmo tempo se sentir feliz pelo bebê e com baixa estima como mulher.

Como identificar o baby blues?

Sintomas como dificuldades para dormir bem, choro excessivo, inclusive por pequenas coisas, mudanças de humor repentinas, irritabilidade, sentimentos de inadequação, sente como se “não fosse mais ela mesma” Os sinais costumam aparecer entre o 3o. e o 5o. dias após o parto. Com duracão até algumas semanas .

A tristeza é uma alteração hormonal brusca que acontece no pós-parto. Com carinho, descanso e atenção, a mulher pode passar por esse período sem maiores transtornos. A grande maioria das mulheres se sente triste nas primeiras duas semanas depois do parto, no chamado blues puerperal, mas é uma melancolia que vai embora sozinha.

Eu realizei uma pesquisa a respeito da auto estima no pós parto e obtive feedbacks de mais de cem mulheres, para 1/4 das mulheres após o parto sua auto estima estava alta devido a conquista do parto natural e a boa adaptação com a amamentação, para ¾ das mulheres  o pós parto foi desafiador.

Já a depressão Pós-Parto, que é um quadro mais grave atinge entre 10 a 15% das mães Ela aparece com mais freqüência entre 3 e 12 semanas, até até 12 meses após o parto.

A mãe pode identificar que precisa de ajuda, se se perceber com excessivo desânimo, apatia, falta de alegria  ou mesmo “sensação da falta de sentimentos, falta de apetite ou aumento exagerado, falta de desejo sexual ou intimidade ou de  vontade de fazer coisas simples tipo tomar banho, pensamentos obsessivos, pessimistas e repetitivos que não saem da cabeça, perda de interesse por coisas que gostava de fazer ou por pessoas com as quais gostava de conviver, sentimentos de culpa , inadequação ou de estar separada do mundo por uma redoma de vidro. A pessoa com depressão geralmente está completamente indecisa com relação a tudo. Desta forma alguém tem que tomar decisões inclusive para iniciar o tratamento se houver urgência

Muitas vezes é necessário pedir ajuda pois a mãe pode não estar em condições de cuidar do bebê sozinha. Essa pessoa deve estar sempre presente com o bebê. A ajuda se tornará ainda mais necessária se já houver outras crianças.

 

Como tratar e o que pode ajudar?

Se a mãe está bem, o bebê estará bem, por isso é importante cuidar de você. A presença de qualidade é estruturante  para o bom desenvolvimento de seu bebê. Assim como na gestação, você está vivendo um período normal porém muito especial de sua vida.

Saiba que você vai precisar de ajuda. Pense nisso e se organize antes.

Esse é um tempo ideal para que a família crie vínculo com o novo membro e se acostume com seus novos papéis. Todas as dúvidas, e a dor psíquica que a mulher vive no pós parto se resolvem na fusão com o bebe.

Uma rede de apoio, que ajude a mãe é essencial. Organize com antecedência quem vai te ajudar na sua alimentação, e a limpar a casa no pós parto. Veja a possibilidade de o pai conseguir uma licença paternidade. Nesta fase também pode surgir uma nova rede de contatos, amizades, companhias.

Encontre outras mulheres que estão vivendo o mesmo momento, faça algo que te dê prazer. Passar o puerpério acompanhada, fazendo eventuais passeios com os bebês, conversando, refletindo, aprendendo é facilita muito, o pós parto com apoio, se torna mais suave.

Descanse,  durma bastante e descanse bem antes do parto. No pós parto durma junto com o bebê quando ele dormir de dia, tente sempre dormir enquanto o bebê dorme. Procure se preservar ao máximo, se alimentar, descansar sempre que possível. Priorize o sagrado descanso, se a casa estiver bagunçada nesta hora ela pode esperar.  Poupe – se  de trabalhos desgastantes.

Tome um banho bem relaxante ou escolha uma boa leitura, eu recomendo  o Livro da Amamentação de Vera Heloisa Pileggi Vinha,  o Consultório Pediatrico Antroposófico, Maternidade um encontro com a própria sombra da Laura Goutman, e dê a oportunidade ao companheiro para que ele desempenhe tarefas e delegue tarefas.

Lembre-se de manter a calma e saiba que em algum tempo a dinâmica da família vai se reorganizar, pois estas transformações podem trazer inseguranças, cansaço.

Receba luz do Sol, lembre-se que o contato com a natureza é restaurador. Tome todos os dias um pouco de sol de manhã ou a tarde com seu bebê, o sol ajuda os mamilos na amamentação e é saudável para a pele do bebê, além da tão importante vitamina D. O Sol é fonte de vida, de alegria e de energia vital.

Alimente- se bem, organize com antecedência uma pessoa que te ajude a cuidar da sua alimentação no pós parto, que possa fazer almoço, sucos, sopas. Ou congele comida, sucos verdes tendo disponível de maneira mais prática, depois do parto, adiante o que puder. A alimentação influencia na energia vital.

A respeito da Sensibilidade emocional e Oscilações de humor é preciso ter paciência, acolher a si mesma, se aceitar como e pedir ajuda se necessário.

Na vida há momentos em que é natural e saudável sentir tristeza, raiva, decepção etc. Viver no aqui agora é aceitar as emoções que temos no presente, sejam quais forem. E se são “negativas” saiba que isso também passará.

Este é um momento de auto conhecimento de integração, mergulhe sem medo, sinta o que está sentindo e aproveite muito. Lembre-se de se conectar com a fonte de quem você é, e de buscar a felicidade dentro, desfrutando do momento presente.

Visitas, poupe os esforços de manter a casa em ordem para recebê las! este é um momento em que você precisa direcionar a sua energia para você e para o seu bebê. Que tal adiar as visitas e fazer uma festa depois de 40 dias para apresentar o bebê? Limite as visitas somente à quem já frequentava sua casa antes, ou a quem vai para te ajudar.

Elabore sua experiência, com a intenção de elaborar sua experiência, trabalhar os sentimentos de perda: perda da identidade, do controle das coisas, do próprio tempo, da liberdade, das formas do corpo, etc…duas semanas após o parto escreva em um diário, dê nome aos seus sentimento, busque entendimento para chegar ao perdão e a aceitação escreva por exemplo: Há algo que você mudaria nos seu parto? Você se envolveu tanto quanto gostaria?

Amamente, a amamentação ajuda pois libera na mãe hormônios que a fazem sentir bem e que ajudam a estabilizar e regular o organismo

Não queira ser a “super-mãe” perfeita, falar com o companheiro, família e amigos sobre como está se sentindo e fale com o médico sobre tratamentos possíveis

 

Por Ana Paula Silva

Renascedora e Educadora Perinatal

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